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Anders Bateva

Clippings / recortes de não-ficção: prospecções literárias, de tudo um pouco.

Anders Bateva

Clippings / recortes de não-ficção: prospecções literárias, de tudo um pouco.

Roteadores Fast Ethernet: comparativo 2020

Roteadores que não possuem portas RJ45 Gigabit Ethernet
Marca Linha Modelo Fonte de alimentação externa
(entrada)
IEEE 802.11 (Wi-Fi) Portas RJ45 fixas WPA2
2.4GHz
b/g/n
5Ghz Fast Eth.
(10/100)
Gigabit Eth.
(10/100/1000)
MercuSys AC12 Fonte de alimentação externa IEEE 802.11a/n/ac 5GHz 3 LAN + 1 WAN
MW330HP Fonte de alimentação externa 3 LAN + 1 WAN
MW325R Fonte de alimentação externa 4 LAN + 1 WAN
MW305R Fonte de alimentação externa 3 LAN + 1 WAN
MW301R Fonte de alimentação externa 2 LAN + 1 WAN
Multilaser RE160V ? ? ? ?
RE016 ? ? ? ?
RE010 ? ? ? ?
RE018 ? ? ? ?
Intelbras Residenciais IWR 3000N 100-240 V a 50/60 Hz 4 LAN + 1 WAN
RF 301K 100-240 V a 50/60 Hz 3 LAN + 1 WAN
ACtion RF 1200 100-240 V a 50/60 Hz 802.11a 6 Mbps; 802.11ac 1 WAN + 3 LAN
Empresariais AP 310 PoE 1 LAN
AP 360 PoE 1 LAN
Wi-Fi Mesh Twibi Fast 100–240 V a 50/60 Hz IEEE 802.11ac/a/n 5 GHz 1 LAN/WAN + 1 LAN
Tenda
(for home)
AC AC6 100-240V—50/60Hz, 0.2A IEEE 802.11ac/a/n 5GHz 3 LAN + 1 WAN
D305 Input: 100 - 240V 50/60Hz 3 LAN + 1 WAN
FH1202 100-240V—50/60Hz 0.3A   3 LAN + 1 WAN
FH1206 100-240V—50/60Hz 0.3A IEEE 802.11ac, IEEE 802.11n, IEEE 802.11a 3 LAN + 1 WAN
V300 100 - 240V 50/60Hz 3 LAN + 1 WAN
FH1201 100-240V—50/60Hz 0.3A IEEE 802.11ac, IEEE 802.11n, IEEE 802.11a 3 LAN + 1 WAN
D303 100-240V 50/60MHz 3 LAN + 1 WAN
D301v2 100 - 240V 50/60Hz 3 LAN + 1 WAN
D151 V2 100 - 240V 50/60Hz 3 LAN + 1 WAN
300M A9 ?
FH456 100-240V—50/60Hz 0.3A 3 LAN + 1 WAN
F3 ? 3 LAN + 1 WAN
AP5 PoE 2 RJ45
AP4 PoE 2 LAN
D305 100 - 240V 50/60Hz 3 LAN + 1 WAN
N301 ? 3 LAN + 1 WAN
F300 ? 4 LAN + 1 WAN
D-Link Residencial DIR-615 X1 100 to 240 V AC, 50/60 Hz 4 LAN
1 WAN
DSL-2740E 100 to 240 V AC, 50/60 Hz 4 x LAN
DIR-819 100 to 240 V AC, 50/60 Hz 802.11ac; 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 4 x LAN
1 x WAN
DIR-815 100 to 240 V AC, 50/60 Hz 802.11ac; 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 4 x LAN
1 x WAN
DIR-615 100 to 240 V AC, 50/60 Hz 4 x LAN
1 x WAN
Empresarial DAP-2230 100-240V 1 x LAN
TP-Link
(Residencial)
Wi-Fi TL-WR849N Fonte de Alimentação Externa 4 LAN + 1 WAN
TL-WR840N Fonte de Energia 4 LAN + 1 WAN
TL-WR820N Fonte de Energia 2 LAN + 1 WAN
TL-WR940N Fonte de Energia 4 LAN + 1 WAN
Archer C20 Fonte de Energia IEEE 802.11ac/n/a 5 GHz 4 LAN + 1 WAN
Archer C50 Fonte de Energia IEEE 802.11ac/n/a 5 GHz 4 LAN + 1 WAN
Archer C60 Fonte de Alimentação Externa IEEE 802.11ac/n/a 5GHz 4 LAN + 1 WAN
Deco M3 adaptadores de energia IEEE 802.11 ac/n/a 5 GHz
Deco E4 100-240V/50-60Hz IEEE 802.11 ac/n/a 5 GHz 2 LAN/WAN
TL-WR829N Fonte de Alimentação Externa 1 WAN + 2 LAN
Deco E3(2-pack) 100-240V~ 50/60Hz IEEE 802.11 ac/n/a 5 GHz 2 LAN/WAN
Alta Potência TL-WR941HP Fonte de Energia 1 WAN + 4 LAN
TL-WR841HP Fonte de Energia 1 WAN + 4 LAN
TP-Link
(Empresarial)
APs de Gerência
Centralizada
EAP225-Wall PoE IEEE 802.11n/g/b/ac 1 UL + 3 DL
OC200 PoE 2 portas
EAP110 PoE 1 porta
EAP115 PoE 1 porta

Lutzenberger - Agrotóxicos: quem ganha com eles?

Fonte: José Lutzenberger. Ecologia: do Jardim ao Poder (Coleção Universidade Livre). L&PM Editores, 1985, 10ª edição. Capítulo "A Problemática dos Agrotóxicos".

O negócio dos pesticidas transformou-se num dos melhores negócios, e um dos mais fáceis. Tão fácil quanto o negócio dos entorpecentes. Quanto mais se vendia, mais crescia a demanda. A situação atual se assemelha a uma conspiração muito bem bolada. Os mesmos grandes complexos industriais que induziram o agricultor a que desequilibrasse ou destruísse a microvida do solo com os sais solúveis concentrados que são os adubos minerais sintéticos, oferecem então os "remédios" para curar os sintomas dos desequilíbrios causados. Estes remédios causam novos estragos e desequilíbrios, novos "remédios" são oferecidos, e assim por diante.

Com o uso intensivo dos adubos químicos, a agricultura enveredou por um caminho inicialmente fácil e fascinante, pois era simples e trazia aumentos espetaculares de produtividade. Mas, a longo prazo, este caminho, como agora já se vislumbra, é um caminho suicida.

O desequilíbrio ou destruição da microvida do solo pelo abandono da adubação orgânica e alimentação direta da planta com os sais solúveis, assim como o uso intensivo dos herbicidas, tem como consequência o aumento da suscetibilidade às pragas e enfermidades. Surgem então os inseticidas, acaricidas, nematicidas, fungicidas e outros biocidas. Estes, por sua vez, levados ao solo pela chuva, contribuem para uma destruição ainda maior da microvida. Os organismos maiores do solo, como a minhoca, talvez o melhor aliado que o agricultor possa ter, desaparecem por completo em nossas lavouras, hortas, e pomares modernos. Agindo diretamente sobre a planta, os pesticidas, como venenos que são, contribuem ainda para desequilíbrios no metabolismo da planta. Tudo isto aumenta ainda mais a suscetibilidade às pragas e doenças. Portanto, uso ainda mais intensivo dos venenos, sempre produzidos pelo mesmo complexo de indústrias. Para combater, então, as doenças causadas pelo envenenamento generalizado do ambiente e do alimento, as mesmas grandes fábricas oferecem os medicamentos.

E tudo torna-se sempre mais caro. O agricultor, antes autárquico, que produzia com insumos obtidos em sua própria terra ou comunidade, torna-se simples apêndice da grande indústria química e de maquinaria. A situação da agricultura americana, tão invejada pela sua grande produtividade, é significativa. A quase totalidade dos agricultores pequenos e médios, hoje altamente capitalizados, totalmente dependentes de insumos industriais, encontra-se em situação de insolvência. Por mais que se esforcem, não conseguem mais ganhar para pagar os juros dos empréstimos. Voltou, inclusive, um estrago muito grave que parecia resolvido na década de 40 com os grandes programas de conservação do solo. Hoje, a erosão volta a campear na agricultura americana, comprometendo o futuro da nação.

Tolstói: a César o que é de César

Fonte: Leon Tolstói. Biblioteca do Pensamento Vivo - 16: O Pensamento Vivo de Tolstoi, apresantado por Stefan Zweig. Livraria Martins Editora. Quinta parte, seção "Nikolas Palkine".

Há mil e oitocentos anos, à pergunta dos fariseus: Deve-se pagar o imposto a César? foi respondido: Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Se os homens acreditassem em Deus [...] então as palavras A Deus o que é de Deus, e a César o que é de César teriam para eles uma significação clara e precisa:

"Ao rei ou a qualquer pessoa, tudo o que quiser -- dirá o homem crente -- mas nunca o que é contrário à vontade de Deus. É necessário a César o meu dinheiro, ei-lo; minha casa, meu trabalho, tomai-os; minha mulher, meus filhos, minha vida tomai-os; tudo isto não é de Deus, mas de César. [Mas] se é preciso que eu levante e abaixe o açoite sobre o meu próximo isto tem relação com Deus, é um ato da minha vida do qual devo dar contas a Deus. Deus não me ordenou agir assim; portanto, não posso fazê-lo por César. Não posso algemar, prender, castigar, matar um homem, porque tudo isso tem relação com a minha vida e ela pertence a Deus; não posso dá-la, sacrificá-la a ninguém, senão a Deus."

As palavras A Deus o que é de Deus, significam para nós [porém] que devemos dar a Deus velas, missas, palavras e, em geral, tudo o que não é necessário a ninguém, e muito menos a Deus. E tudo o mais: toda a nossa vida, toda a santidade de nossa alma, que pertencem a Deus, damo-las a César, isto é (segundo significação desta palavra para os judeus) a um homem estranho, a quem odiamos.

É terrível, homens, lembrai-vos disso.

Roteadores Gigabit Ethernet: comparativo 2020

Roteadores que possuem portas RJ45 Gigabit Ethernet
Marca Linha Modelo Fonte de alimentação externa
(entrada)
IEEE 802.11 (Wi-Fi) Portas RJ45 fixas WPA2
2.4GHz
b/g/n
5Ghz Fast Eth.
(10/100)
Gigabit Eth.
(10/100/1000)
MercuSys AC12G Fonte de alimentação externa IEEE 802.11a/n/ac 5 GHz 3 LAN + 1 WAN
Intelbras Residenciais ACtion RG 1200 100-240 V a 50/60 Hz 802.11a 6 Mbps; 802.11ac 1 WAN + 3 LAN
GF 1200 100-240 V a 50/60 Hz 802.11a; 802.11n; 802.11ac 3 LAN 1 WAN
Empresariais AP 1210 AC PoE IEEE 802.11a/ac 1 LAN
Wi-Fi Mesh Twibi Giga 100–240 V a 50/60 Hz IEEE 802.11ac/a/n 5 GHz 1 LAN/WAN + 1 LAN
Tenda
(for home)
AC AC18 100-240V—50/60Hz IEEE 802.11ac/a/n 5GHz 1 WAN + 4 LAN
AC15 100-240V—50/60Hz IEEE 802.11ac/a/n 5GHz 3 LAN + 1 WAN
AC9 100-240V—50/60Hz IEEE 802.11ac/a/n 5GHz 1 WAN + 4 LAN
F9 ? 3 LAN + 1 WAN
Tenda
(For business)
i12 Power Adapter 1 porta
M3 AC100~240V 50/60Hz 5 LAN
G3 AC 100~240V 50/60Hz    
W6-S PoE 802.3af    
D-Link Residencial DIR-842 ? IEEE 802.11a; IEEE 802.11b; IEEE 802.11g; IEEE 802.11n (2.4GHz); IEEE 802.11n (5GHz); IEEE 802.11ac (5GHz) 1 WAN + 4 LAN
DIR-841 ? IEEE 802.11a; IEEE 802.11b; IEEE 802.11g; IEEE 802.11n (2.4GHz); IEEE 802.11n (5GHz); IEEE 802.11ac (5GHz) 4 LAN 1 WAN
DPN-1452DG 100-240V (50/60Hz) 802.11ac (Wi-Fi 5); 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 4 x LAN 10/100/1000Mbps
1 x WAN PON UPC/SC
DIR-X6060 100 to 240 V AC, 50 / 60 Hz 802.11ax (Wi-Fi 6); 802.11ac; 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 4 x LAN 10/100/1000 Mbps
1 x WAN 100/1000/2500 Mbps
DIR-846 ? 802.11ac (Wi-Fi 5); 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 1 WAN + 4 LAN
DIR-1360 100 to 240 V AC, 50 / 60 Hz 802.11ac (Wi-Fi 5); 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 1 WAN + 4 LAN
DIR-3060 100 to 240 V AC, 50 / 60 Hz 802.11ac (Wi-Fi 5); 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 1 WAN + 4 LAN
DIR-1960 100 to 240 V AC, 50 / 60 Hz 802.11ac (Wi-Fi 5); 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 1 WAN + 4 LAN
DIR-853 Input: 100 to 240 V AC, 50/60 Hz 802.11ac (Wi-Fi 5); 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 1 WAN + 4 LAN
DWR-920V Fonte de alimentação Bivolt G/N 2 LAN
DIR-825 100 to 240 V AC, 50/60 Hz 802.11ac; 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 1 WAN + 4 LAN
DIR-2680 ? 802.11ac; 802.11n; 802.11g; 802.11a; 802.11b 3 x LAN
1 x WAN
Empresarial DWL-8710AP ? 802.11ac 2 LAN
DAP-3662 ? 802.11ac 2 LAN
DAP-2610 100-240V 802.11a; 802.11ac; 802.11b; 802.11g; 802.11n 1 x LAN
TP-Link
(Residencial)
Wi-Fi Archer C2 Fonte de Alimentação Externa ✔+ax IEEE 802.11ax/ac/n/a 5 GHz 1 WAN + 4 LAN
Archer C7 Fonte de Energia IEEE 802.11ac/n/a 5 GHz 1 WAN + 4 LAN
Deco M4 100-240V ~ 50/60Hz IEEE 802.11 ac/n/a 5 GHz 2 LAN/WAN
Deco M5 100-240V ~ 50/60Hz IEEE 802.11 ac/n/a 5 GHz 2 LAN/WAN
Archer C6 Fonte de Energia IEEE 802.11ac/n/a 5 GHz 1 WAN + 4 LAN
Archer AX10 Fonte de Energia IEEE 802.11ax/ac/n/a 5 GHz 1 WAN + 4 LAN
TP-Link
(Empresarial)
APs de Gerência
Centralizada
EAP245 V3 PoE IEEE 802.11ac/n/g/b/a 2 RJ-45
EAP225 PoE IEEE 802.11ac/n/g/b/a 1 RJ-45
EAP225-Outdoor PoE IEEE 802.11ac/n/g/b/a 1 RJ-45
VPN TL-ER6120 V2 AC100-240V~ 50/60Hz 1 WAN + 1 LAN + 3 WAN/LAN
TL-ER6020 AC100-240V~ 50/60Hz 1 WAN + 1 LAN + 3 WAN/LAN
TL-R600VPN AC100-240V~ 50/60Hz 1 WAN + 4 LAN
Load Balance TL-ER5120 AC100-240V~ 50/60Hz 1 WAN + 1 LAN + 3 WAN/LAN
TL-R480T+ AC100-240V~ 50/60Hz 1 WAN + 1 LAN + 3 WAN/LAN
TL-R470T+ ? 1 WAN + 1 LAN + 3 WAN/LAN

SUS: como reclamar?

Fonte: revista Proteste Saúde nº 62, de abril de 2017. Artigo SUS: veja que dá para funcionar.

Há como reclamar:

  • Disque Saúde funciona 24 horas - O Ministério da Saúde disponibiliza o Disque Saúde (número 136), que funciona 24 horas por dia, com atendimento eletrônico. De segunda a sexta-feira, das 7 h às 22 h, e aos sábados e domingos, das 8 h às 18 h. A ligação é gratuita e pode ser feita de telefones fixos, públicos ou celulares, de todo o país. Você pode procurar ainda as ouvidorias das secretarias municipal e estadual de saúde.
  • Você pode pedir orientação à PROTESTE antes de entrar na Justiça - Se você teve um problema de atendimento e quer uma orientação de como proceder, ligue para a PROTESTE: 0800-201-3900 (de telefone fixo) ou (21) 3906-3900 (de celular). Isso porque, se precisar exigir que os responsáveis sejam obrigados a corrigir falhas ou a prestar algum serviço de saúde, deverá acionar a Justiça.
  • Denúncias devem ser feitas no Ministério Público - Se você tiver informações sobre má qualidade do atendimento, falta de medicamentos, deficiências nos serviços de saúde e desvio de recursos, pode acionar o Ministério Público.

Libido: "castrada" por antidepressivos

Fonte: Farmacodermia induzida por Bupropiona em paciente com transtorno depressivo maior - Revista de Medicina e Saúde de Brasília, 2017. Autores: Izabela Rodrigues Figueiredo, Ana Raquel Souza Azevedo, Larissa Araújo Dutra Carvalho, Ana Raquel Nascimento Lawall,Daniele Oliveira Ferreira Silva, e Ulysses Rodrigues Castro.

O efeito de disfunção sexual decorrente do uso de antidepressivos considerados com[o de] primeira e segunda linha no tratamento do Transtorno Depressivo maior, tem como efeito adverso bem documentado a indução da saciedade sexual central, apresentando com sintomas a diminuição da libido, da excitação e do orgasmo. Esses efeitos variam de acordo com o fármaco e com a dose administrada.

Referências

  • Portman, DJ; Kaunitz, AM; Kazempour, K; Mekonnen, H; Bhaskar, S; et al. Effects of low-dose paroxetine 7,5 mg on weight and sexual function during treatment of vasomotor symptom associated with menopause. Menopause, 2014.
  • Reed, SD; Mitchel, CM; Joffe, H; Cohen, L; Shifren, JL; et al. Sexual Function in Women on Estradiol or Venlafaxine for Hot Flushes: A Randomized Controlled Trial. Obstet Gynecol. 124 (201): 233-241.

Bertrand Russell - sobre a hipocrisia religiosa

Fonte: Bertrand Russel, "Por que os homens vão à guerra", Capítulo 7: "A religião e as Igrejas". Editora UNESP, 1ª edição (2014), São Paulo.

"Religião" é uma palvra que tem muitos significados e uma longa história. Na origem, dizia respeito a certos ritos herdados do passado remoto, realizados por alguma razão há muito esquecida e associados, de tempos em tempos, a vários mitos que lhe dão suposta importância. Muito disso ainda permanece. Um homem religioso é aquele que vai à igreja, um comungante, um "praticante", como dizem os católicos. Como ele se comporta em outras circunstâncias, ou como se sente em relação à vida e ao lugar do homem no mundo, nada disso tem influência sobre a questão de ele ser "religioso" nesse sentido simplista, mas historicamente correto. Muitos homens e mulheres são religiosos nesse sentido, sem ter em si nada daquilo que merece ser chamado de religião no sentido em que emprego a palavra. A mera familiaridade com os serviços da Igreja os tornou insensíveis; eles [...] são inertes às palavras dos Evangelhos que, levianamente repetidas, condenam quase todas as atividades dos que se supõem discípulos de Cristo. Este é o destino que assalta todo e qualquer rito habitual: é impossível que continue a produzir muito efeito depois de ter sido realizado tantas vezes, a ponto de se tornar mecânico.

Economias Centralmente Planejadas: engenharia social versus humildade epistemológica

Fonte: Alberto Oliva. Entre o Dogmatismo Arrogante e o Desespero Cético: a Negatividade como Fundamento da Visão de Mundo Liberal, Instituto Liberal, Rio de Janeiro, 1993. Capítulo I: "O Embasamento Epistemológico do Liberalismo". Seção 3: "A dispersão do conhecimento".

[...] Mente nenhuma singular pode conhecer mais do que uma fração de tudo o que é conhecido pela soma de todos os intelectos. Isto significa que cada um de nós tem acesso apenas a um diminuto conjunto de informações; que cada um de nós só compreende aprofundadamente o funcionamento de restritos setores da "Máquina do Mundo"; que, em suma, só controlamos, através da posse de efetivo saber, um número ínfimo dos mecanismos que põe em movimento a realidade social em sua totalidade. E se muito pouco cada indivíduo ou grupo conhece do Mundo Social, modestas devem ser suas pretensões transformantes.

Ora, se o conhecimento encontra-se disperso pelos indivíduos e se todo enfoque que cada um de nós aplica ao fluxo potencialmente infinito da experiência é sempre seletivo, mesmo quando se está fazendo ciência, então não há como postular a posse de uma sabedoria sobre, por exemplo, o completo funcionamento do Sistema Social. Consequência disso é que não há indivíduo ou grupo capaz de, com base em adequado conhecimento, arvorar-se em planificador da "racionalidade social" e em demiurgo estipulador de como devem as instituições ser e funcionar. Muito do que o engenheiro social vê como imperfeição funcional das instituições não submetidas à direção de uma autoridade central decorre da existência de uma miríade de saberes dispersos e da ampla variedade de projetos que se pode acalentar quando se vive sob a plena vigência da liberdade. Intentar subjugar à planificação central a multiplicidade, sobre a qual não se dispõe de efetivo conhecimento, só é possível pela imposição de um projeto autoritário de regulamentação das ações, cuja ambição maior é reduzir a riqueza e variedade de perspectivas epistemológicas, existenciais e de competição no mercado, à monocórdia visão dos que, via Estado forte, compelem os indivíduos a se submeterem ao seu projeto político.

A busca do estrito controle epistemológico de todas as variáveis envolvidas em todos os processos de criação e reprodução da ordem social -- via planejamento central -- não tem como ser viabilizada por não se poder dispor -- de forma concentrada -- de todo o conhecimento disperso pelos diferentes agentes sociais. A atitude demiúrgica, que se diz em condições de produzir a completa remodelagem revolucionária do que existe, escora-se numa teoria do conhecimento que acredita possível a obtenção de um saber capaz de aprender a oculta dimensão da realidade. Marx, que está entre os mais radicais proponentes de engenharia social, não se cansa de enfatizar, em Das Kapital, que a ciência desvenda o modo essencial de manifestação da realidade contra as ilusões nas quais se enreda o senso comum, prisioneiro que é do imediatamente dado. [...] Se o conhecimento pode alcançar a essência recôndita do que é investigado, então não tem por que ser humilde. Pode praticamente tudo: revelar-nos como e por que as coisas são como atualmente são, até prescrever como deveriam ser para que fossem melhores.

A epistemologia que se apóia na distinção entre essência e aparência, para conferir à ciência a prerrogativa de apreender os determinantes ocultos dos fenômenos que escapam às visões alternativas [...] pode oferecer a base ideológica para o autoritarismo dos que se julgam possuidores desse saber especial e acreditam poder transformar o mundo -- de forma revolucionária e completa -- a partir de sua aplicação.

[...] Quanto maior a concentração de poder, via planejamento central, maior a perda de uso do amplo conhecimento disperso entre os indivíduos, e maior a inibição à produção de novos conhecimentos. A invenção e a descoberta pressupõem as múltiplas e descentralizadas atividades que se aninham no interior da ordem espontânea. [Entende-se por] ordem espontânea não a anarquia da total falta de regulamentação, mas sim a preservação da miríade de planejamentos setoriais, estribados nos variegados conhecimentos especiais que os indivíduos têm na circunstância físico-social com a qual mantêm contato privilegiado. Nesse sentido, a ordem espontânea é o correlato sistêmico-funcional da liberdade individual. Disso se segue que não há como nutrir a pretensão de alterar profundamente a ordem espontânea sem diminuir (destruir) a liberdade dispersamente usufruída, porque vinculada aos mais diferentes projetos de vida, pelos indivíduos.

[...] A necessidade de planejamento, entendido como o complexo de decisões interrelacionadas sobre a alocação de nossos recursos disponíveis (Hayek, 1949, p. 78) [ é inegável. Entretanto,] a planificação centralizada descura do fato decisivo de que, se por um lado, pode-se enfeixar suficiente poder para coagir os indivíduos a fazerem isto ou aquilo, por outro, não há como concentrar todo o conhecimento que se mostra irremediavelmente distribuído pelas inúmeras mentes e atividades individuais. [...] Entende[-se, portanto] que o planejamento não deve ser feito de forma centralizada para todo o sistema econômico, mas dividido pelos muitos indivíduos. Nesse sentido, são epistemológicas as principais razões que o liberal invoca contra a postura que defende o direcionamento de todo o sistema econômico a partir de um plano unificador.

Status quo

Não procede a acusação, amiúde dirigida aos liberais, de que a visão de mundo que esposam aspira à manutenção do status quo. Se atentos a seu embasamento filosófico, não descuraremos do fato de que sua preocupação maior é a de determinar o quanto conhecemos, com segurança, o que investigamos. Dessa definição depende a justificação do alcance e da extensão de nossos projetos de intervenção na realidade. Propostas de aperfeiçoamento institucional são benvindas, desde que escoradas em efetivo conhecimento de sua funcionalidade e desde que proporcionem, através de um experimentalismo gradualista, a garantia de que estamos nos encaminhando para performances individuais melhores, com total preservação da liberdade. Do contrário, estamos diante de arroubos de engenharia social, inseparáveis da crença arrogante de que temos como obter conhecimento demonstrativamente certo, capaz de legitimar os impulsos demiúrgicos que pretender recriar o mundo social à imagem e semelhança do grupo que está no poder hipertrofiado.

Quando dispensamos adequada atenção ao pano de fundo epistemológico dos liberais, é-nos possível constatar que seu modo de rechaçar o planejamento central é decorrência da convicção de que nenhum de nós dispõe de conhecimento capaz de justificar amplas reestruturações globais. Consequência prática do cerceamento da liberdade é a ineficiência epistemológica geradora da estagnação econômica: reduz-se a rica multiplicidade de projetos que pululam no mercado a um só horizonte, o capitaneado pelo Estado. Mas ainda que o grupo que controla conjunturalmente o aparato estatal possuísse, circunstancialmente, um tipo especial de conhecimento, isso não justificaria a ideia de necessidade do planejamento central. Mesmo porque a perda de liberdade para o Estado, que hoje pode parecer legítima, impediria essa mais ampla movimentação no mercado de ideias e bens que torna possível o surgimento de novos produtos e conhecimentos capazes de melhorar nossas condições de vida grupal.

[...] Reduzir o debate a uma contraposição entre "progressistas" -- os que querem tudo mudar, mesmo sem disporem do indispensável conhecimento disperso pelas diferentes esferas de ação individual -- e "conservadores" -- os que advogam que modificar globalmente a ordem espontânea só seria racionalmente possível se determinado indivíduo ou grupo pudesse enfeixar todo o conhecimento em seu interior pulverizado sem acarretar a supressão da liberdade -- é descurar do fato de que as diferenças entre liberais e "planificadores centrais" promanam, antes de mais nada, do endosso a discrepantes teorias do conhecimento.

Referência

  • HAYEK, F.A. (1949). Individualism and Economic Order. London: Routedged and K. Paul.

Jared Diamond -- Agricultura: heroína ou vilã?

Fonte: Jared Diamond, revista Discover, 1987. Artigo The Worst Mistake in the History of the Human Race. Artigo indicado pelo blog "English Reading and Writing". Scan do artigo originalmente publicado disponível no Internet Archive, Wayback Machine.

The advent of agriculture was a watershed moment for the human race. It may also have been our greatest blunder.

What we eat and how we eat are important both nutritionally and culturally. This selection suggests that how we get what we eat--through gathering and hunting versus agriculture, for example--has dramatic consequences. This seems pretty obvious. We all imagine what a struggle it must have been before the development of agriculture. We think of our ancestors spending their days searching for roots and berries to eat, or out at the crack of dawn, hunting wild animals. In fact, this was not quite the case. Nevertheless, isn't it really better simply to go to the refrigerator, open the door, and reach for a container of milk to pour into a bowl of flaked grain for your regular morning meal? What could be simpler and more nutritious?

There are many things that we seldom question; the truth seems so evident and the answers obvious. One such sacred cow is the tremendous prosperity brought about by the agricultural revolution. This selection is a thought-provoking introduction to the connection between culture and agriculture. The transition from food foraging to farming (what archaeologists call the Neolithic revolution) may have been the worst mistake in human history or its most important event. You be the judge. But for better or worse, this cultural evolution has occurred, and the world will never be the same again.

As you read this selection, ask youtself the following questions:

  • What is the fundamental difference between the progressivist view and the revisionist interpretation?
  • How did the development of agriculture affect people's health?
  • What three reasons explain the changes brought about by the development of agriculture?
  • How did the development of agriculture affect social equality, including gender equality?

The following terms discussed in this selection are included in the Glossary at the back of the book:

  • agricultural development
  • civilization
  • domestification of plants and animals
  • hunter-gatherers
  • Neolithic
  • paleontology
  • paleopathology
  • social stratification

To science we owe dramatic changes in our smug self-image. Astronomy taught us that our earth isn't the center of the universe but merely one of billions of heavenly bodies. From biology we learned that we weren't specially created by God but evolved along with millions of other species. Now archaeology is demolishing another sacred belief: that human history over the past million years has been a long tale of progress. In particular, recent discoveries suggest that the adoption of agriculture, supposedly our most decisive step toward a better life, was in many ways a catastrophe from which we have never recovered. With agriculture came the gross social and sexual inequality, the disease and despotism, that curse our existence.

At first, the evidence against this revisionist interpretation will strike twentieth century Americans as irrefutable. We're better off in almost every respect than people of the Middle Ages, who in turn had it easier than cavemen, who in turn were better off than apes. Just count our advantages. We enjoy the most abundant and varied foods, the best tools and material goods, some of the longest and healthiest lives, in history. Most of us are safe from starvation and predators. We get our energy from oil and machines, not from our sweat. What neo-Luddite among us would trade his life for that of a medieval peasant, a caveman, or an ape?

For most of our history we supported ourselves by hunting and gathering: we hunted wild animals and foraged for wild plants. It's a life that philosophers have traditionally regarded as nasty, brutish, and short. Since no food is grown and little is stored, there is (in this view) no respite from the struggle that starts anew each day to find wild foods and avoid starving. Our escape from this misery was facilitated only 10,000 years ago, when in different parts of the world people began to domesticate plants and animals. The agricultural revolution spread until today it's nearly universal and few tribes of hunter-gatherers survive.

From the progressivist perspective on which I was brought up, to ask "Why did almost all our hunter-gatherer ancestors adopt agriculture?" is silly. Of course they adopted it because agriculture is an efficient way to get more food for less work. Planted crops yield far more tons per acre than roots and berries. Just imagine a band of savages, exhausted from searching for nuts or chasing wild animals, suddenly grazing for the first time at a fruit-laden orchard or a pasture full of sheep. How many milliseconds do you think it would take them to appreciate the advantages of agriculture?

The progressivist party line sometimes even goes so far as to credit agriculture with the remarkable flowering of art that has taken place over the past few thousand years. Since crops can be stored, and since it takes less time to pick food from a garden than to find it in the wild, agriculture gave us free time that hunter-gatherers never had. Thus it was agriculture that enabled us to build the Parthenon and compose the B-minor Mass.

While the case for the progressivist view seems overwhelming, it's hard to prove. How do you show that the lives of people 10,000 years ago got better when they abandoned hunting and gathering for farming? Until recently, archaeologists had to resort to indirect tests, whose results (surprisingly) failed to support the progressivist view. Here's one example of an indirect test: Are twentieth century hunter-gatherers really worse off than farmers? Scattered throughout the world, several dozen groups of so-called primitive people, like the Kalahari bushmen, continue to support themselves that way. It turns out that these people have plenty of leisure time, sleep a good deal, and work less hard than their farming neighbors. For instance, the average time devoted each week to obtaining food is only 12 to 19 hours for one group of Bushmen, 14 hours or less for the Hadza nomads of Tanzania. One Bushman, when asked why he hadn't emulated neighboring tribes by adopting agriculture, replied, "Why should we, when there are so many mongongo nuts in the world?"

While farmers concentrate on high-carbohydrate crops like rice and potatoes, the mix of wild plants and animals in the diets of surviving hunter-gatherers provides more protein and a bettter balance of other nutrients. In one study, the Bushmen's average daily food intake (during a month when food was plentiful) was 2,140 calories and 93 grams of protein, considerably greater than the recommended daily allowance for people of their size. It's almost inconceivable that Bushmen, who eat 75 or so wild plants, could die of starvation the way hundreds of thousands of Irish farmers and their families did during the potato famine of the 1840s.

So the lives of at least the surviving hunter-gatherers aren't nasty and brutish, even though farmers have pushed them into some of the world's worst real estate. But modern hunter-gatherer societies that have rubbed shoulders with farming societies for thousands of years don't tell us about conditions before the agricultural revolution. The progressivist view is really making a claim about the distant past: that the lives of primitive people improved when they switched from gathering to farming. Archaeologists can date that switch by distinguishing remains of wild plants and animals from those of domesticated ones in prehistoric garbage dumps.

How can one deduce the health of the prehistoric garbage makers, and thereby directly test the progressivist view? That question has become answerable only in recent years, in part through the newly emerging techniques of paleopathology, the study of signs of disease in the remains of ancient peoples.

In some lucky situations, the paleopathologist has almost as much material to study as a pathologist today. For example, archaeologists in the Chilean deserts found well preserved mummies whose medical conditions at time of death could be determined by autopsy (Discover, October). And feces of long-dead Indians who lived in dry caves in Nevada remain sufficiently well preserved to be examined for hookworm and other parasites.

Usually the only human remains available for study are skeletons, but they permit a surprising number of deductions. To begin with, a skeleton reveals its owner's sex, weight, and approximate age. In the few cases where there are many skeletons, one can construct mortality tables like the ones life insurance companies use to calculate expected life span and risk of death at any given age. Paleopathologists can also calculate growth rates by measuring bones of people of different ages, examine teeth for enamel defects (signs of childhood malnutrition), and recognize scars left on bones by anemia, tuberculosis, leprosy, and other diseases.

One straight forward example of what paleopathologists have learned from skeletons concerns historical changes in height. Skeletons from Greece and Turkey show that the average height of hunger-gatherers toward the end of the ice ages was a generous 5' 9'' for men, 5' 5'' for women. With the adoption of agriculture, height crashed, and by 3000 B. C. had reached a low of only 5' 3'' for men, 5' for women. By classical times heights were very slowly on the rise again, but modern Greeks and Turks have still not regained the average height of their distant ancestors.

Another example of paleopathology at work is the study of Indian skeletons from burial mounds in the Illinois and Ohio river valleys. At Dickson Mounds, located near the confluence of the Spoon and Illinois rivers, archaeologists have excavated some 800 skeletons that paint a picture of the health changes that occurred when a hunter-gatherer culture gave way to intensive maize farming around A. D. 1150. Studies by George Armelagos and his colleagues then at the University of Massachusetts show these early farmers paid a price for their new-found livelihood. Compared to the hunter-gatherers who preceded them, the farmers had a nearly 50 per cent increase in enamel defects indicative of malnutrition, a fourfold increase in iron-deficiency anemia (evidenced by a bone condition called porotic hyperostosis), a theefold rise in bone lesions reflecting infectious disease in general, and an increase in degenerative conditions of the spine, probably reflecting a lot of hard physical labor. "Life expectancy at birth in the pre-agricultural community was about twenty-six years," says Armelagos, "but in the post-agricultural community it was nineteen years. So these episodes of nutritional stress and infectious disease were seriously affecting their ability to survive."

The evidence suggests that the Indians at Dickson Mounds, like many other primitive peoples, took up farming not by choice but from necessity in order to feed their constantly growing numbers. "I don't think most hunger-gatherers farmed until they had to, and when they switched to farming they traded quality for quantity," says Mark Cohen of the State University of New York at Plattsburgh, co-editor with Armelagos, of one of the seminal books in the field, Paleopathology at the Origins of Agriculture. "When I first started making that argument ten years ago, not many people agreed with me. Now it's become a respectable, albeit controversial, side of the debate."

There are at least three sets of reasons to explain the findings that agriculture was bad for health. First, hunter-gatherers enjoyed a varied diet, while early farmers obtained most of their food from one or a few starchy crops. The farmers gained cheap calories at the cost of poor nutrition. (Today just three high-carbohydrate plants — wheat, rice, and corn — provide the bulk of the calories consumed by the human species, yet each one is deficient in certain vitamins or amino acids essential to life.) Second, because of dependence on a limited number of crops, farmers ran the risk of starvation if one crop failed. Finally, the mere fact that agriculture encouraged people to clump together in crowded societies, many of which then carried on trade with other crowded societies, led to the spread of parasites and infectious disease. (Some archaeologists think it was the crowding, rather than agriculture, that promoted disease, but this is a chicken-and-egg argument, because crowding encourages agriculture and vice versa.) Epidemics couldn't take hold when populations were scattered in small bands that constantly shifted camp. Tuberculosis and diarrheal disease had to await the rise of farming, measles and bubonic plague the appearance of large cities.

Besides malnutrition, starvation, and epidemic diseases, farming helped bring another curse upon humanity: deep class divisions. Hunter-gatherers have little or no stored food, and no concentrated food sources, like an orchard or a herd of cows: they live off the wild plants and animals they obtain each day. Therefore, there can be no kings, no class of social parasites who grow fat on food seized from others. Only in a farming population could a healthy, non-producing elite set itself above the disease-ridden masses. Skeletons from Greek tombs at Mycenae c. 1500 B. C. suggest that royals enjoyed a better diet than commoners, since the royal skeletons were two or three inches taller and had better teeth (on the average, one instead of six cavities or missing teeth). Among Chilean mummies from c. A. D. 1000, the elite were distinguished not only by ornaments and gold hair clips but also by a fourfold lower rate of bone lesions caused by disease.

Similar contrasts in nutrition and health persist on a global scale today. To people in rich countries like the U.S., it sounds ridiculous to extol the virtues of hunting and gathering. But Americans are an elite, dependent on oil and minerals that must often be imported from countries with poorer health and nutrition. If one could choose between being a peasant farmer in Ethiopia or a bushman gatherer in the Kalahari, which do you think would be the better choice?

Farming may have encouraged inequality between the sexes, as well. Freed from the need to transport their babies during a nomadic existence, and under pressure to produce more hands to till the fields, farming women tended to have more frequent pregnancies than their hunter-gatherer counterparts — with consequent drains on their health. Among the Chilean mummies for example, more women than men had bone lesions from infectious disease.

Women in agricultural societies were sometimes made beasts of burden. In New Guinea farming communities today I often see women staggering under loads of vegetables and firewood while the men walk empty-handed. Once while on a field trip there studying birds, I offered to pay some villagers to carry supplies from an airstrip to my mountain camp. The heaviest item was a 110-pound bag of rice, which I lashed to a pole and assigned to a team of four men to shoulder together. When I eventually caught up with the villagers, the men were carrying light loads, while one small woman weighing less than the bag of rice was bent under it, supporting its weight by a cord across her temples.

As for the claim that agriculture encouraged the flowering of art by providing us with leisure time, modern hunter-gatherers have at least as much free time as do farmers. The whole emphasis on leisure time as a critical factor seems to me misguided. Gorillas have had ample free time to build their own Parthenon, had they wanted to. While post-agricultural technological advances did make new art forms possible and preservation of art easier, great paintings and sculptures were already being produced by hunter-gatherers 15,000 years ago, and were still being produced as recently as the last century by such hunter-gatherers as some Eskimos and the Indians of the Pacific Northwest.

Thus with the advent of agriculture the elite became better off, but most people became worse off. Instead of swallowing the progressivist party line that we chose agriculture because it was good for us, we must ask how we got trapped by it despite its pitfalls.

One answer boils down to the adage "Might makes right." Farming could support many more people than hunting, albeit with a poorer quality of life. (Population densities of hunter-gatherers are rarely over one person per ten square miles, while farmers average 100 times that.) Partly, this is because a field planted entirely in edible crops lets one feed far more mouths than a forest with scattered edible plants. Partly, too, it's because nomadic hunter-gatherers have to keep their children spaced at four-year intervals by infanticide and other means, since a mother must carry her toddler until it's old enough to keep up with the adults. Because farm women don't have that burden, they can and often do bear a child every two years.

As population densities of hunter-gatherers slowly rose at the end of the ice ages, bands had to choose between feeding more mouths by taking the first steps toward agriculture, or else finding ways to limit growth. Some bands chose the former solution, unable to anticipate the evils of farming, and seduced by the transient abundance they enjoyed until population growth caught up with increased food production. Such bands outbred and then drove off or killed the bands that chose to remain hunter-gatherers, because a hundred malnourished farmers can still outfight one healthy hunter. It's not that hunter-gatherers abandoned their lifestyle, but that those sensible enough not to abandon it were forced out of all areas except the ones farmers didn't want.

At this point it's instructive to recall the common complaint that archaeology is a luxury, concerned with the remote past, and offering no lessons for the present. Archaeologists studying the rise of farming have reconstructed a crucial stage at which we made the worst mistake in human history. Forced to choose between limiting population or trying to increase food production, we chose the latter and ended up with starvation, warfare, and tyranny.

Hunter-gatherers practiced the most successful and longest-lasting life style in human history. In contrast, we're still struggling with the mess into which agriculture has tumbled us, and it's unclear whether we can solve it. Suppose that an archaeologist who had visited from outer space were trying to explain human history to his fellow spacelings. He might illustrate the results of his digs by a 24-hour clock on which one hour represents 100,000 years of real past time. If the history of the human race began at midnight, then we would now be almost at the end of our first day. We lived as hunter-gatherers for nearly the whole of that day, from midnight through dawn, noon, and sunset. Finally, at 11:54 p. m. we adopted agriculture. As our second midnight approaches, will the plight of famine-stricken peasants gradually spread to engulf us all? Or will we somehow achieve those seductive blessings that we imagine behind agriculture's glittering facade, and that have so far eluded us?

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