Cartas: qual tipo usar?

Os Correios possuem algumas categorias de cartas em seus serviços, o que pode gerar dúvida ao usuário, se este não conhecê-las bem, sendo elas: carta comercial, carta não comercial, carta social e carta via internet.

Nesta postagem, descreverei os serviços básicos, e também os opcionais, de cada categoria de forma sintetizada, removendo as redundâncias e divisões que o Correio fez em suas páginas de documentação que acabam por não ser ideais para o entendimento. Se ainda assim lhe surgir alguma dúvida, sinta-se à vontade para perguntar na seção de comentários.

Não-Comerciais e Comerciais

Quem pode enviá-las?

  • Não-comerciais: pessoas físicas. Dependendo do peso, excluindo serviços opcionais, pode custar de R$1,25 a 8,30 (em 2018);
  • Comerciais: pessoas jurídicas, independente de existir contrato ou se o fim é lucrativo ou não. Podem ser enviadas de casa pelo Disque Coleta, sem ser preciso comparecer a uma agência. Dependendo do peso, excluindo serviços opcionais, pode custar de R$1,85 a 9,90 (em 2018).

Ambas têm o limite de peso de 500 gramas, a partir do qual são consideradas SEDEX, e ambas são entregues em casa.

Se a entrega falha, são retornadas ao remetente.

O que se pode enviar?
Papel escrito, ou objetos que se destinem à comunicação, desde que não estejam sendo comercializados.

Exemplos: papel escrito, CDs, DVDs, disquetes, fitas K7, fitas VHS, pendrives, cartões de memória, etc.

Objetos que não se destinem à comunicação devem ser enviados como encomenda, com nota fiscal ou discriminação do conteúdo, independente de estarem sendo comercializados ou não.

Quais são os serviços opcionais?

  • Registro: emite um comprovante de que a postagem foi feita, bem como permite rastrear no site dos Correios onde a carta está, durante o processo de transporte e entrega. Sozinho custa R$3,00 (fora o custo básico de envio baseado no peso);
  • AR (Aviso de Recebimento): obriga o destinatário a preencher e assinar um formulário declarando que recebeu a carta; esse formulário é depois entregue ao remetente. Seu uso obriga o registro também, então os dois juntos custam R$6,00 (fora o custo básico de envio baseado no peso);
  • MP (Mão Própria): obriga o destinatário a comprovar identidade para receber a carta, impedindo que outras pessoas a recebam, salvo algumas exceções. São elas: menores de 16 anos (obrigatoriamente são os pais, tutores ou curadores que recebem), destinatário impossibilitado desde que haja procuração autorizando, e autoridades (eclesiásticas, civis, militares, diplomáticas e jurídicas) de difícil acesso para o entregador. Seu uso obriga o registro também, então os dois juntos custam R$7,00 (fora o custo básico de envio baseado no peso);
  • VD (Valor Declarado): o remetente declara o valor do que está sendo enviado na carta, de forma que será reembolsado no caso de extravio, perda ou dano. O reembolso é proporcional ao dano causado ao objeto e desconta 1% do valor declarado. Seu uso obriga o registro também.

Carta Via Internet

Um tipo de carta enviável de casa pelo site dos Correios, enviável por pessoas físicas ou jurídicas, que é entregue em casa (somente no Brasil) e automaticamente registrada, podendo opcionalmente ter AR. A descrição do que é registro e Aviso de Recebimento já foi feita mais acima, então não é necessário repetir. Sem AR, custa R$7,60 (em 2018).

Carta Social

Um tipo de carta de envio exclusivo por cadastrados no Bolsa Família e seus dependentes, e que têm o custo fixo de R$0,01, sem direito a nenhum serviço opcional descrito acima. É preciso provar no guichê dos Correios que o remetente faz parte do programa. Uma mesma pessoa só pode enviar 5 dessas por dia e elas não devem pesar mais de 10 gramas. Não existe nenhum serviço extra disponível para esse tipo de carta.Diferente das cartas não comerciais, não são automaticamente devolvidas se o envio falhar.

Quanto ao envelope, este deve ter o endereçamento do remetente e do destinatário necessariamente escrito à mão, bem como “Carta Social” no canto inferior esquerdo do anverso do envelope (logo acima dos quadrinhos do CEP). Os envelopes não podem conter janelas (como os de bancos, que vem com um plástico) nem ser data-mailer (aqueles de contas, onde se destaca as beiradas para abrir). Obviamente não se pode ter timbre de pessoas jurídicas ou inscrições promocionais impressas.

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