GNU Social: o que é? Porquê usar?

Autora: Mariana Fossatti. Tradução por Anders Bateva.

O que é GNU Social?

O GNU Social é um projeto de rede social que está em desenvolvimento há alguns anos. Originalmente implementado através do serviço Identi.ca, logo evoluiu quando a Free Software Foundation se juntou em seu desenvolvimento. Trata-se de uma rede social de aparência muito similar ao Twitter, porém com algumas vantagens, como a possibilidade de enviar mensagens de mais de 140 caracteres, participar de grupos, e seguir usuários de outras instâncias que utilizem os mesmos padrões abertos.

Diferente do Twitter, que é um serviço centralizado, o GNU Social é um software livre que pode ser instalado em qualquer servidor. Cada instância da rede social inter-opera com as demais de maneira horizontal, formando assim uma rede distribuída onde os participantes não dependem das políticas corporativas de uma única empresa, e aonde a adoção de novas funcionalidades é livre, desde que siga-se os protocolos de comunicação.

Como é de se imaginar, existem muitos serviços “públicos” de GNU Social. Alguns dos mais conhecidos são: Quitter.se, Quitter.es e lamatriz.org; porém, existem muitos outros, que você pode conferir no site Fediverse.org. Mesmo estando em um nó qualquer, é possível conectar-se às demais instâncias e assim inter-conectar-se com os outros usuários também.

Porquê usar?

De que nos interessaria criar um novo perfil em uma outra rede social que tem uma aparência similar ao Twitter? Porquê se dar ao trabalho e tempo?

Em primeiro lugar, porquê na Internet, sempre vamos estar vivendo mudanças e saltos, de uma tecnologia a outra. Se não o fizermos conscientemente e por escolha própria, os donos das grandes plataformas nos obrigarão, de qualquer maneira, a aceitar as mudanças que eles impõe a partir de suas políticas empresariais centralizadas, em termos que não conhecemos nem controlamos. Assim, somar-se à história de uma tecnologia livre, aberta, e descentralizada, como o GNU Social, é abrir uma janela de ar fresco em direção a uma comunicação que podemos controlar mais coletivamente, sob normas comunitárias de netiqueta, e não sob Termos de Uso abusivos, e sob permanente ameaça de censura.

Em segundo lugar, porquê nestas redes sociais distribuídas, estão acontecendo coisas interessantes! Estão somando-se cada vez mais pessoas, e estão se abrindo novos nós nos quais prosperam todo tipo de comunicades, com sua variedade de idiomas e temas a explorar. Entramos em um território livre de algoritmos de personalização, e que assim não podem ser manipulados visando lucros com propaganda. Bem distante dos ruídos impostos pelos grandes meios de massa, das marcas, das celebridades, e dos trolls que inundam o Twitter e Facebook, podemos retomar espaços de comunicação mais adequados para o diálogo real.

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Baseado no trabalho disponível em Ártica Online.

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