ENEM 2014 – Publicidade infantil em questão no Brasil

Esta é uma redação escrita segundo orientação da prova do ENEM de 2014. O texto foi produzido em 2015.

Os argumentos usados contra a publicidade infantil não me convencem. Consumismo é ruim, mas só deixar a criança distante de propagandas vai criar nela consciência e visão crítica sobre as mesmas? Claro que não, não há nenhum mecanismo dando visão crítica às crianças. O sistema de ensino, que criou os professores, pais e amigos, não passa visão crítica. Então a criança vai crescer sem essa visão, e ao invés de ser fisgada pelo consumismo mais cedo, será mais tarde. Nada muda.

Também, são as propagandas de produtos a raiz de todo mal? Custo a acreditar. Esse argumento de que é “aproveitar-se da inocência alheia”, também usado contra a pedofilia, é bobo: não pode propagandas lojistas, mas pode religiosa, estatista, nacionalista, neoliberalista, academicista, etc? Todos querem aproveitar-se das crianças, pois é nelas que reside o futuro; é muito mais fácil convencê-las do quê a um adulto.

Seguindo a lógica de tirar as crianças do contato com más influências, seria então preciso deixá-las na solitária até completarem 18 anos, e isso é absurdo. Infelizmente, é o recado que o sistema de ensino atual passa – as crianças não estariam prontas para viver em sociedade, então é preciso isolá-las da sociedade por 12 anos, e prendê-las nas escolas, quietas, em silêncio, sentadas, para aprenderem como viver em sociedade.

Eu acho que não pode-se separar a teoria da prática, para formar pessoas completas. Se quiserem evitar o consumismo, é preciso trabalhar o consumismo em algum espaço, e a escola me parece adequada para isto. Não se consegue literacia midiática sem contato com a mídia!

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