ENEM 2015 – O Histórico Desafio de se Valorizar o Professor

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Esta é uma redação escrita segundo orientação da prova do ENEM de 2015. O texto foi produzido em 2017.

O prestígio advindo do saber deixa cada vez mais de ser um privilégio de professores, com tamanha facilidade de acesso à informação tal qual se consegue hoje em dia com a informática. Muitas vezes, ler um artigo na Wikipédia é mais prazeroso, informativo, e rápido, do quê assistir uma aula obrigatória sobre um tema irrelevante num horário impertinente!

Muitas vezes, põe-se a discussão da informática na perspectiva de atualizar as escolas para usarem equipamentos computacionais e eletrônicos como ferramentas de ensino. Mas usar um computador como se fosse retro-projetor, para passar slides em datashow, é o melhor que se pode conseguir adicionando computadores num sistema de ensino obsoleto.

Tentar continuar fingindo que os professores são a fonte de todo o saber, e deixar os alunos (os sem-luz) num papel passivo, imóvel, e mudo, assistindo aulas, vai continuar desperdiçando o potencial humano de tais alunos, e aprofundar mais o desprestígio dos professores, que tornam-se algo entre “palhaços” e “chatos”.

O sistema de ensino deveria basear-se, desde o começo, no pressuposto de que as pessoas aprendem o tempo todo, em todo lugar, e tutorar essa auto-aprendizagem, a fim de evitar erros graves, atritos/esforços desnecessários, buracos, armadilhas, estas coisas. Manter o professor como única fonte do saber, à revelia do que as condições materiais do mundo revelam (tampar o Sol com a peneira), é uma grave afronta ao bom senso, e leva à situação que temos hoje, que inclusive tende a piorar.

Um comentário

  • Revisão: o post é bem opinativo, e pouco factual. Mas a perspectiva está razoável, e por isto, vai permanecer no ar.

    Apenas acho um desperdício não ter linkado nele outros posts meus sobre este mesmo tema. É desperdiçar acessos em potencial… Devo mudar isto o quanto antes!