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Anders Bateva

Clippings / recortes de não-ficção: prospecções literárias, de tudo um pouco.

Anders Bateva

Clippings / recortes de não-ficção: prospecções literárias, de tudo um pouco.

Correios: selos de 2019

EditalDataNomeValor facialTiragem
104/fevCentenário do Nascimento do Professor Fernando Figueira1º Porte Comercial300.000
221/marSignos do Zodíaco: Áries1º Porte Não-Comercial240.000
327/marHomenagem ao Músico e Poeta Renato Russo2º Porte Comercial70.000
421/abrSignos do Zodíaco: Touro1º Porte Não-Comercial240.000
530/abrCentenário da Sociedade Philatelica Paulista/SPPR$1,3020.000
R$1,9520.000
R$1,3020.000
621/maiSignos do Zodíaco: Gêmeos1º Porte Não-Comercial240.000
729/maiCentenário do Eclipse Solar em Sobral/CER$ 2,15240.000
805/junSérie Mercosul / Meio Ambiente: Diversidade de FungosR$ 1,60240.000
913/junSérie 200 Anos da Independência do Brasil:Bicentenário do Retorno de José Bonifácio aoBrasilR$ 2,15180.000
1021/junCentenário do Nascimento do Cantor Nelson Gonçalves1º Porte Não-Comercial200.000
1121/junSignos do Zodíaco: Câncer1º Porte Não-Comercial240.000
1220/julHomenagem aos Imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL):Machado de Assis e Joaquim Nabuco2º Porte Não-Comercial120.000
1320/julHomenagem à Chegada do Homem à LuaR$ 3,75240.000
1422/julSignos do Zodíaco: Leão1º Porte Não-Comercial240.000
1523/julSérie Mulheres Brasileiras que Fizeram História:Elza Soares1º Porte Comercial54.000
1601/agoCarimbos do Período Imperial BrasileiroR$ 8,0020.000
1715/agoSérie Mulheres Brasileiras que Fizeram História:Hortência1º Porte Comercial54.000
1823/agoSignos do Zodíaco: Virgem1º Porte Não-Comercial240.000
1923/agoRally dos Sertões1º Porte Comercial240.000
2005/setCentenário da Cripta da Catedral Metropolitana NossaSenhora da Assunção e São Paulo / Catedral daSé1º Porte Não-Comercial180.000
2119/setSérie Mulheres Brasileiras que Fizeram História:Hebe Camargo1º Porte Comercial54.000
2223/setRiqueza da Fauna Brasileira: Cupinzeiro Luminoso,Preguiça-De-Coleira e Mico-Leão-Preto2º Porte Comercial300.000
2323/setSignos do Zodíaco: Libra1º Porte Não-Comercial240.000
2404/outSérie Mulheres Brasileiras que Fizeram História:Carolina Maria de Jesus1º Porte Comercial54.000
2509/outSérie América – UPAEP: Comidas TípicasBrasileiras1º Porte Comercial200.000
2623/outSignos do Zodíaco: Escorpião1º Porte Não-Comercial240.000
2704/novSérie Mulheres Brasileiras que Fizeram História:Maria da Penha1º Porte Comercial54.000
2822/novSignos do Zodíaco: Sagitário1º Porte Não-Comercial240.000
2925/novSérie Relações Diplomáticas:Brasil-SuíçaR$ 2,15240.000
3025/novNatal 20191º Porte Comercial1.200.000
3103/dezSérie Relações Diplomáticas:Brasil-Finlândia – TapeçariaR$ 2,15240.000
3204/dezSérie Mulheres Brasileiras que Fizeram História:Aracy Guimarães Rosa1º Porte Comercial54.000
3322/dezSignos do Zodíaco: Capricórnio1º Porte Não-Comercial240.000
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Quimioterapia: origem nas guerras mundiais

Fonte: Thierry de Lestrade. Livro "Jejum: Uma Nova Terapia?". L&PM Editores, 2015, Porto Alegre - RS. Capítulo 9: "Jejuando Contra o Câncer: as Descobertas de Valter Longo". Seção "Diante das temíveis armas da célula cancerosa, a arma de guerra da quimioterapia".

Para combater a célula que, ao se replicar por milhões, se torna um tumor, os médicos por muito tempo dispuseram de duas "armas" principais: a cirurgia e as radiações -- bisturi e fogo. Essas armas, eficazes quando o tumor é localizado, deixam de ser quando a célula cancerosa começa a se deslocar no corpo. A descoberta da quimioterapia ofereceu um novo método de ação: o veneno.

Estamos em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial. Dois biólogos da Universidade de Yale, Alfred Gilman e Louis Goodman, fazem testes de toxicidade com gás mostarda, o mesmo utilizado nas trincheiras de 1917 pelo exército alemão e responsável por fazer milhares de vítimas. As experiências dos dois pesquisadores são financiadas pelo exército dos Estados Unidos, que explora todas as possibilidades oferecidas pelas armas químicas na guerra travada contra os nazistas e os japoneses. Coelhos são submetidos a diferentes doses para se determinar o limite a partir do qual o gás se torna letal. Curiosos em obter resultados com outras espécies, os bioquímicos confiam algumas doses de gás a um jovem colega, Thomas Dougherty, que trabalha com camundongos. Na falta de animais, este experimenta o produto em roedores com leucemia, cujo tempo de vida ele sabe que é pequeno. Surpresa! Não só os camundongos não sucumbem ao gás de mostarda, como seus tumores dimunuem. Alguns deles chegam até a ter uma cura completa. O efeito é espetacular. Ele teria encontrado um tratamento contra esse câncer inoperável que é a leucemia?

Um teste em ser humano é realizado em sigilo absoluto, muito rapidamente, em dezembro de 1942. Assim, o gás mostarda é injetado por via intravenosa em um paciente com câncer nos gânglios. É o primeiro tratamento quimioterápico do câncer e é executado com uma arma. Depois de dez dias de tratamento, os tumores do paciente diminuem, antes de crescer de novo alguns meses mais tarde. Ainda assim, essa tentativa muda o método de tratar o câncer. Passa a se ver aí uma maneira de lutar contra as leucemias, os tipos de câncer do sangue contra os quais a cirurgia nada pode fazer, e de frear as metástases, essas células que migram para outras partes do corpo. Desde o final dos anos 1940, farmacêuticos e toxicologistas testam todos os produtos tóxicos, em geral oriundos de plantas naturais, que podem combater os tumores.

Os produtos mais eficazes são aqueles que agem contra a divisão celular. Isso é fácil de se entender: como a célula cancerosa se divide muito mais do que as outras, ela será tomada como alvo pelo veneno. Infelizmente, ela não é a única, pois outras células se dividem com frequência. Elas também serão atacadas e destruídas em grande parte. Citemos por exemplo as células dos bulbos capilares, as da mucosa da boca e do trato digestivo -- que se renovam a cada 48 horas--, os glóbulos sanguíneos, brancos ou vermelhos... Isso explica os efeitos colaterais durante o tratamento: perda temporária de cabelo, boca seca, aftas bucais, diarreias, fadiga... Além disso, as quimioterapias também atingem células de divisão lenta ou madura e estão, infelizmente, na origem de problemas cognitivos.

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