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Anders Bateva

Nonfiction Litblog. Fichamentos / clippings / recortes de não-ficção. Prospecções literárias em: Ciências Sociais; Informática; e Ciências Ambientais.

Anders Bateva

Nonfiction Litblog. Fichamentos / clippings / recortes de não-ficção. Prospecções literárias em: Ciências Sociais; Informática; e Ciências Ambientais.

Sobre baixa autoestima

Steven Carter & Julia Sokol. Os segredos das mulheres inteligentes: aprenda a se valorizar e a evitar relacionamentos destrutivos. Editora Sextante, 2010. Capítulo 10: Limites claros protegem a autoestima.

Estabelecer limites claros significa decidir de que forma você quer levar sua vida. Você tem o poder de escolha sobre como e com quem deseja passar seu tempo. O segredo para estabelecer limites é fácil: tudo o que você precisa fazer é aprender quando dizer "sim" e quando dizer "não".

Você deve dizer um estusiasmado "sim" àquelas situações que vão colocar sua vida no rumo que você deseja e um "não" definitivo a tudo que irá afastá-la[(o)] dessa direção. Vai dizer "sim" às pessoas que demonstram ser cuidadosas, amáveis e colaboradoras e "não" àquelas que se mostram capazes de feri-la[(o)] de alguma maneira. [...]

Júlia, por exemplo, tem um problema comum associado à baixa autoestima: ela não sabe dizer "não". Por isso, não consegue priorizar o próprio tempo e a própria energia. Isso não significa que ela seja uma segunda Madre Teresa de Calcutá, porque não se dedica aos pobres nem às crianças carentes. Ela gasta todo o seu tempo ajudando amigas consumistas, namorados complicados e parentes egoístas. Para ela, os interesses das outras pessoas sempre vêm em primeiro lugar. Júlia passa tanto tempo agradando os outros e dizendo "sim" ao que lhe pedem que, algumas vezes, sente-se como se não existisse. Todos a amam e seu telefone nunca para de tocar. Quem não adoraria ter uma amiga que sempre se relega ao segundo plano?

[...]

Júlia tem uma dúzia de motivos diferentes para explicar seu comportamento. Ela justifica o mau casamento dizendo que não teve coragem de recusar o pedido do então namorado para não ferir os sentimentos dele. Também sentiu medo de que ninguém mais a pedisse em casamento. Ela admite que coloca as necessidades dos outros -- por mais triviais que sejam -- antes das suas porque quer que todos gostem dela. Júlia teme perder os amigos se parar de permitir que eles a usem como quiserem. Além disso, ela tem receio de que, ao dizer "não", nunca mais tenha outra chance de dizer "sim". É fácil perceber que ela não reconhece o próprio valor.

Aprender a estabelecer limites é um passo fundamental para a construção da autoestima. Esses limites mostram às pessoas que você se ama e se respeita. [...] As [pessoas] inteligentes sabem que, quando estabelecem limites conscientes em suas vidas, precisam estar dispostas a abrir mão daquilo que não é bom para elas. Sim, você pode perder alguns[/algumas] amigo[(a)]s egoístas e, sim, pode perder alguns[/algumas] [parceiro(a)s] tóxico[(a)]s [...]. [Contudo], você estará abrindo espaço para relações melhores e mais [humanamente] enriquecedoras.

Steven Carter & Julia Sokol. Os segredos das mulheres inteligentes: aprenda a se valorizar e a evitar relacionamentos destrutivos. Editora Sextante, 2010. Capítulo 11: A construção da autoestima é um trabalho em equipe.

Até mesmo os[/as] maiores atletas do mundo podem enfrentar uma série de derrotas se não tiverem equipes de apoio. [...] Se você quiser se sentir bem consigo mesma[(o)], cerque-se de um time de pessoas positivas que gostem de você e a[/o] tratem com respeito e delicadeza.

Em geral, a [pessoa] que tem problemas de autoestima cresceu em uma família que não lhe ofereceu o apoio e a orientação de que precisava. Ela pode ter tido um irmão que a provocava, um pai que a ignorava, uma irmã que a invejava, uma mãe que a criticava. Pode ter vivido cercada de gente que a levava a acreditar que nada do que fazia era bom o bastante. Agora, na idade adulta, essa [pessoa] só se sente confortável nesse tipo de ambiente -- tão confortável que, sem perceber, procura o mesmo perfil de pessoas para serem seus[/suas] amigo[(a)]s e parceiro[(a)]s romântico[(a)]s.

Muitas vezes são justamente os amigos mais íntimos que têm as mesmas atitudes negativas que fazem com que ela se lembre da infância; outras vezes são os colegas de trabalho ou o chefe. Com frequência, os membros da família parecem não conseguir interromper a mesma cantilena destrutiva; ou então quem faz isso é o homem[/a mulher] que ela ama.

Não queremos ser repetitivos, mas é importante frisar que a [pessoa] com baixa autoestima tende a aceitar muito menos do que merece e acaba procurando companheiro[(a)]s frio[(a)]s, crítico[(a)]s, instáveis ou agressivo[(a)]s que reproduzem as experiências negativas de sua infância. Essas escolhas atrapalham sua luta por uma visão mais tolerante de si mesma[(o)]. São sujeito[(a)]s assim que a derrubam -- muitas vezes, com extrema sutileza -- sempre que você está tentando se levantar. Pode não ser intencional; pode ser simplesmente o jeito dele[(a)]s. Os motivos não importam -- ele[(a)]s a[/o] prejudicam, e isso é inaceitável.

Ninguém deseja ter pessoas nocivas em sua vida, mas muitas [pessoas] não conseguem diferenciar os amigos de verdade dos destrutivos. Estão tão acostumadas a lidar com indivíduos negativos que nem sequer são capazes de perceber que lhe fazem mal. A maneira como eles falam e agem é tão familiar que a situação parece natural [...].

Para aumentar sua autoestima, você deve analisar com cuidado aqueles que estão à sua volta. Pergunte a si mesma[(o)]: essas pessoas estão me ajudando a crescer e a alcançar meus objetivos? Ou estão me puxando para baixo? Evite pessoas que tenham um impacto negativo sobre sua autoestima e procure encontrar amigos melhores, que a respeitem e apoiem.

Decida agora mesmo que vai parar de estender um tapete vermelho para homens nocivos e amigas "mesquinhas". Algumas dessas pessoas deverão ser avisadas de que você não vai mais tolerar sua negatividade. Outras terão que ser mantidas a uma distância maior, onde possam causar menos mal. E outras, ainda, deverão ser expulsas do seu time!

E quanto aos parentes? Sabemos que você não pode se livrar deles, mas pode aprender a não levá-los tão a sério. Mude seus hábitos e comece a passar menos tempo com quem lhe faz mal. Se seus familiares não apreciam o que você faz por eles e não sabem retribuir à altura, pare de tentar agradá-los. Não vai dar certo. Toda vez que você deseja fazer algo maravilhoso por alguém que não tenha valorizado seus esforços no passado, obrigue-se a parar. Em vez disso, faça algo maravilhoso para si mesma[(o)].

É verdade que não podemos escolher nossa família, mas podemos escolher nossos amigos. Escale seu time selecionando os membros a dedo! Convoque pessoas que saibam transmitir gentileza, aprovação e incentivo -- aquelas que reflitam o que há de melhor em você e tudo o que você deseja se tornar.

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